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Os lábios da Sabedoria apenas estão abertos aos ouvidos do Entendimento.

 

 

HERMETISMO

 

Aquilo que atualmente é chamado de Hermetismo, ou de Ciências Herméticas, compreende um campo de conhecimento muito vasto. Vemos, a cada dia, Ordens e Sociedades herméticas; ouvimos falar de conhecimentos herméticos. À primeira vista, o leigo acredita que a palavra "hermética", presente em inúmeras instituições, significa "oculto", "secreto", "misterioso" ou "velado". Realmente, não é este o sentido. Aquilo que é ensinado como Hermetismo tem raízes tão antigas, cujo início é impossível se precisar. Acreditamos que, na verdade, pode-se considerar como o registro de todos os conhecimentos que a Humanidade vem acumulando, ciclo após ciclo de civilização, mesmo muito antes da Atlântida.

 

Na atualidade, o Hermetismo é um conglomerado de conhecimentos que muitas instituições possuem, ou dizem possuir, cujas origens são atribuídas a Hermes Trismegisto. Na verdade, Hermes Trismegisto, considerado um deus do Panteão da Antiga Grécia, recebeu o mérito de ser o autor desses conhecimentos, mas o que ocorre é que eles foram trazidos até o atual ciclo de civilização, no Antigo Egito, por Thoth, também considerado um deus pela antiga civilização egípcia. Como a origem dos conhecimentos herméticos data de alguns milhares de anos, é natural que, durante tão longo tempo, tenham ocorrido grandes transformações, tanto no que diz respeito a aspectos institucionais, quanto no contexto dos próprios ensinos. Disto resultou em um grande número instituições no passado, assim como no presente, intitulado de "Ordens herméticas". Os conhecimentos e a estruturação de algumas são oriundos das Escolas de Mistérios do Antigo Egito. Naturalmente, o termo "Ordem", só apareceu depois da decadência do Antigo Egito, quando grupos de estudiosos deram nomes às instituições que transmitiam os conhecimentos deixados por Thoth. O sentido de "oculto", de "secreto", de "misterioso" ou de "velado" vem desde as Escolas de Mistérios. Quando as Ordens foram instituídas, os ensinamentos passaram a ser "velados", em decorrência das perseguições contra o conhecimento, promovidas por algo que é conhecido pelos nomes de "Conjura do Silêncio", "Terceiro Interesse" ou "Obscurantismo". Mas não há segredo algum no que a Filosofia Hermética ensina.

 

O Hermetismo cobre um vasto campo de conhecimento, ele é muito abrangente por compreender um somatório de saberes milenares da Humanidade. Podemos dizer que existem duas fontes básicas de conhecimento místico-filosófico: (1) Hermetismo e a (2) Vedanta. O Hermetismo é a base de todo o misticismo ocidental, enquanto a Vedanta é a base do misticismo oriental. Não existe doutrina místico-filosófica oriental que não tenha como base, direta ou indiretamente, os ensinamentos Vedânticos. No Ocidente, nenhuma doutrina místico-filosófica pode dizer que não possui o Hermetismo como base, seja ela a Alquimia, a Cabala, a Magia, a Maçonaria, o Rosacrucianismo e muitas outras, que direta ou indiretamente, são "filhas" do Hermetismo. Falamos de duas fontes básicas, mas vale salientar que, na verdade, elas possuem uma mesma origem, apenas uma parte entrou neste ciclo de civilização através dos Vedas, e a outra através de Thoth, no Antigo Egito.

 

[...] os estudos herméticos são muito vastos, abrangendo muitos ramos das ciências, tais como Filosofia, Teogonia, Astronomia, Alquimia, Magia, Cosmologia, Medicina, Metafísica, entre outras. Na verdade, os escritos superam em número a casa dos 100.000. Parte desse conhecimento no Antigo Egito era de domínio público e parte era reservada apenas aos Iniciados das Escolas de Mistérios. Com o tempo, aquilo que era de domínio público foi se perdendo; um elevado número de documentos foi destruído, mas o conteúdo daquilo que havia sido guardado pelas Escolas de Mistérios foi, em grande parte, preservado, e, hoje, faz parte dos acervos de algumas instituições tradicionais. Diz a Tradição que as chamadas “Tábuas de Esmeraldas”, assim como os papiros correspondentes a cada uma das 12 Câmaras Secretas, ainda existem, e que estão guardados no Templo da Esfinge, em algum lugar soterrado no Egito.

 

Durante séculos, algumas instituições tornaram-se depositárias dos conhecimentos herméticos, os quais vieram a se constituir a base dos seus ensinamentos. Existem diversas Ordens dedicadas a esses estudos, e que atuam separadamente, no que diz respeito aos objetivos específicos. Desta forma, algumas delas se relacionam com a Cabala, outras com a Magia, outras com a Alquimia, outras com a Metafísica, e assim por diante. Senão impossível, pelo menos pouco prático, uma só instituição se dedicar à totalidade do colossal volume de ensinamentos e informações deixados por Thoth.

 

As instituições, autênticas guardiãs dos segredos herméticos, as quais se dedicam aos aspectos cosmogônico e filosófico do Hermetismo, classificam e distribuem os ensinamentos em “Câmaras”, tal como era feito no Antigo Templo da Esfinge, no Antigo Egito. Simbolicamente, as Câmaras representam tanto o desenvolvimento espiritual do discípulo, quanto o nível de conhecimento, acessível a todos os que tenham a necessária dedicação. Em relação aos seres habitantes das Câmaras, por exemplo, destacamos que a décima primeira corresponde aos Mensageiros Divinos, Avatares, Patriarcas, Iniciadores e coisas assim. Isto é um dos sentidos das Câmaras, indicarem o grau de evolução espiritual do ser, mas, num outro sentido, elas, simbolicamente, indicam os doze níveis de conhecimentos esotéricos. Por exemplo, uma das Câmaras diz respeito aos conhecimentos da Cabala, outra da Alquimia, outra da Magia, e assim por diante. No sentido de “grau espiritual”, as Câmaras se sucedem, mas, no sentido de “conhecimento esotérico”, não é assim, pois o discípulo pode adquirir determinado conhecimento sem que tenha adquirido o das demais. Na verdade, para um bom entendimento, é significativo se ter um conhecimento geral da temática básica de todas as Câmaras, porém não exigido que o discípulo tenha o conhecimento total de uma Câmara para poder passar para a seguinte. Na realidade, isto seria impossível, devido à vastidão do Hermetismo como um todo, pois o estudo das Câmaras tem muito a ver com a inclinação pessoal do discípulo. Um discípulo pode se interessar mais pelos assuntos de uma Câmara do que pelos de outra.

 

As Câmaras, no estudo hermético, assemelham-se aos Graus de outras instituições, tais como a Golden Dawn, a Astrum Argentum, a Maçonaria, a Ordem Rosacruz (AMORC), entre outras. Nesse sentido, alguns ramos do Hermetismo, em vez de usar o termo “Grau”, para indicar o nível de aprendizado do discípulo, usam o termo "Câmara". Em certos ramos oficiais do Hermetismo os ensinamentos são distribuídos em 12 níveis, que, como já vimos, são chamados de "Câmaras", as quais indicam o grau de estudo hermético alcançado pelo discípulo. Como já ressaltamos, assemelham-se aos Graus das Ordens esotéricas, mas com uma diferença: enquanto nestas instituições o que é ensinado num Grau é considerado secreto para os Graus anteriores, no Hermetismo não é assim. Na Primeira Câmara, o discípulo pode tomar conhecimento do que é ensinado nas demais Câmaras.

 

O discípulo pode se sentir "agredido mentalmente" por determinados assuntos estudados no Hermetismo, quando ela ainda não está preparada para absorvê-los. Isto não acontece em se tratando de alguém que tenha um nível mental suficientemente preparado para penetrar no mérito daquilo que é ensinado. Para o discípulo entender certos assuntos do Hermetismo, é preciso que ele já tenha atingido certo desenvolvimento psíquico, e isto é conseguido através dos métodos usados. Revelar conhecimentos intempestivamente faz com que o discípulo não medite, não raciocine sobre eles, buscando a compreensão devida, não analise, detalhadamente, os diversos ângulos de um conhecimento, pois é isto que faz com que, pensando detidamente sobre um determinado assunto, a mente se volte para o entendimento. Ocorre, por assim dizer, um desenvolvimento mental necessário para poder absorver outros conhecimentos mais elevados. Por esta razão é que os ramos autênticos do Hermetismo dão preferência ao ensino do tipo "dedutivo", enquanto que a maioria das instituições de cunho esotérico usa mais o método "indutivo".

 

No Hermetismo, o discípulo tem que "ir tirando por si mesmo as conclusões", ou seja, descobrindo por si mesmo a verdade, e chegando às suas próprias conclusões. Isto envolve um trabalho de amadurecimento mental pessoal diante do conhecimento tradicional (científico e acadêmico), e a revelação direta de um conhecimento bloqueia essa capacidade. O discípulo que toma ciência diretamente, por conseguinte, não examina o assunto detidamente, e, com isso, perde a chance de amadurecer e abrir a compreensão para outros assuntos mais elevados. Grande parte dos conhecimentos herméticos não está escrita em livros e outros documentos, são conhecimentos integrantes da "Egrégora Hermética". Neste caso, é o próprio discípulo que, ao se ligar com aquela egrégora, recebe-os diretamente da mesma.

 

Na verdade, nenhum "grau" é concedido pelo Instrutor hermético, nenhum "título", nenhum "símbolo", nenhuma "palavra de poder", nenhuma "admissão aos conhecimentos plenos" de uma determinada Câmara, pois tudo isto está contido na Egrégora, disponível para qualquer um, desde que ele tenha o conhecimento de como se ligar a estes registros. Portanto, o sentido de “segredo” não existe no Hermetismo, mas sim o de “reserva”. Há apenas a recomendação para reservar os ensinos, para administrá-los da forma mais criteriosa possível, a fim de não prejudicar o acesso do discípulo à Egrégora Hermética. A não ser por isto, não é exigido qualquer sigilo especial, exceção para um restrito numero de ensinamentos, tais como aqueles que envolvem a Alquimia e a Cabala, que são reservados aos discípulos que têm interesse e estão preparados para se desenvolverem nos mesmos. Desta forma, não tem nenhuma importância em se falar de assuntos de qualquer uma das Câmaras para um discípulo, cujo objetivo seja apenas informativo e não formativo, no que diz respeito ao objetivo de caminhar na senda do desenvolvimento espiritual direcionado para essa área.

 

Basicamente, o que temos afirmado diz respeito ao aspecto filosófico do Hermetismo, não ao aspecto prático-operativo. A quase totalidade dos conhecimentos [herméticos] não era, no passado, revelada diretamente, não por serem segredos intrínsecos, mas por envolverem perigos para quem falasse sobre tais assuntos. Durante muito tempo, bastaria um desses temas para o Tribunal da Inquisição condenar uma pessoa ao martírio da fogueira, mas como o nível de percepção de muitas nações e religiões amainou, então, tem sido permitida a divulgação dessa temática, através de muitas pessoas suficientemente habilitadas para isto. Mesmo que hoje haja menos perigos em se falar de certos assuntos, ainda assim, num sentido prático, alguns ramos do conhecimento hermético necessitam manter bem guardados certos ensinos. Por isto, ao falar ou escrever sobre eles, devemos usar uma forma de linguagem velada. Isto acontece, na maior parte das vezes, quando abordamos temas que poderiam causar prejuízos diversos, como, por exemplo, a Alquimia e a Magia. [Com efeito, lembramos que a Conjura tem atuado, há milhares de anos, no sentido de interditar e eliminar qualquer vestígio da Sabedoria Arcana. Ainda existem perseguições, muitas das quais sutis, contra aqueles que estudam os ensinamentos místicos. Daí a importância da discrição].

 

 

 

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

 

O grupo de estudos iniciais de Hermetismo do CENTRE é constituído, necessariamente, pelos Membros pertencentes ao Círculo Externo (Grau Preliminar);

 

O grupo de estudos avançados do CENTRE, compreendendo os Graus de 1 a 7, é constituído, única e exclusivamente, pelos Membros pertencentes ao Círculo Interno;

 

O grupo de estudos avançados do CENTRE, compreendendo os Graus de 8 a 10, é constituído, única e exclusivamente, pelos Membros pertencentes ao Círculo Cósmico.

 

A divisão didática exposta mais acima, proposta e efetivada pelo Instrutor Marcelo Santiago, compõe exclusivamente a organização dos estudos herméticos do CENTRE, sem vínculo oficial com a divisão didática de nenhuma outra Ordem.

 

 

  

 

 ORDEM CENTRÊNICA, CENTRE

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